7 de novembro de 2017

Como chamar a atenção do consumidor no mercado atual?

Não somente nas empresas mas, também nas relações familiares, conseguir a atenção das pessoas num mercado tão competitivo como o atual, acrescido da multiplicidade de meios virtuais disponíveis, é o grande desafio diário.
A instantaneidade das mídias virtuais tem tomado o espaço do noticiário semanal, com notícias reais e fictícias, desta forma, publicitários, formadores de opinião, governantes, animadores, jornalistas, professores, palestrantes, religiosos e escritores veêm se atualizando de forma a atingir seus públicos com maior eficácia.O mais importante é descobrir cada público de forma única.
“Segundo Thomas Davenport, em seu livro “A economia da atenção”, hoje em dia, atenção é a verdadeira moeda de negócios, e entre indivíduos. Embora seja muito difícil atribuir um valor monetário à atenção, ela vem se tornando um artigo de luxo, vale destacar que atenção não pode ser acumulada, como ouro, petróleo, jóia, eletro-doméstico ou qualquer outro bem físico. Mas ela já começa a ser olhada na dimensão do que tem sido chamado de “capitalismo mental”.
Pesquisas indicam que durante muito tempo foi aceito que as pessoas mantivessem sua atenção, durante 45 ou 50 minutos em uma aula, ou palestra. Mas, estudos bem mais atuais vêm mostrando que, após 10 ou 20 minutos, os níveis de atenção caem perigosamente, a ponto de comprometer o entendimento do que está sendo exposto.”
Há quem diga que a internet está inundando nossos cérebros com informações impedindo raciocínios longos e dificultando o poder de concentração e quem acredite ser um grande exagero, de forma que a mente distingue a capacidade de dar atenção a algo de que se gosta, daquilo que não nos agrada ou satisfaz.
Caberá a cada um descobrir quais temas mais lhe interessam, e aos quais vai dedicar mais atenção, sem comprometer a integridade de seu conhecimento.

A disputa pela atenção do consumidor ultrapassou há muitos anos as fronteiras de canais tradicionais. Exemplo disto é o campeonato Super Bowl que utiliza bem a percepção de seus fãs e das marcas patrocinadoras, não ficando estagnados apenas no momento do evento. Likes , tweets e comentários invadem a Internet e extrapolam as 120 jardas do campo antes, durante e depois da partida. No entanto, não é apenas o Super Bowl que ganha com essa exposição, anunciantes pegam carona e aumentam a visibilidade de seus produtos ou serviços, além do site Google e Youtube que nada investem em cobertura, show, etc e se beneficiam indiretamente destas promoções.
O fato é que a atenção do consumidor custa cada vez mais caro. Ganhar esta disputa hoje se faz com boas ideias e muito planejamento de trans/cross mídia. Via internet estas possibilidades ganham novos contornos e disseminação espontânea.
Na prática, isto significa que os canais digitais como Google, Youtube, Twitter, Facebook, Instagram, entre outros, têm acesso a um dos recursos mais escassos do planeta na atualidade: a atenção de muita, muita gente.
Como diria Herbert Simon (1916-2001), primeiro a descrever o fenômeno da economia da atenção: “A riqueza de informação cria pobreza de atenção, e com ela a necessidade de alocar a atenção de maneira eficiente em meio à abundância de fontes de informação disponíveis”. Hoje, sabemos muito bem onde encontrar este posto.


Fontes:

http://www.consumidormoderno.com.br/1970/01/01/o-marketing-do-super-bowl-quando-a-disputa-pela-atencao-do-espectador-ultrapassa-as-120-jardas/

http://www.administradores.com.br/mobile/artigos/carreira/atencao-e-motivo-de-disputa-no-mercado-atual/107269/?LpOA